Como utilizar a gamificação para incentivar seu filho a fazer as tarefas?
Se os adultos vivem a era da informação, as crianças vivem na era dos jogos. E os estímulos estão em todos os lugares: desde os celulares até os próprios videogames. É comum, inclusive, vermos os pais com dificuldades para estabelecer limites nessas atividades, já que a atmosfera e o ambiente criados nas plataformas virtuais são cada vez mais envolventes e imersivos. Por que não aproveitar esse modelo e adaptá-lo para o dia a dia do pequeno, tornando suas atividades mais divertidas e prazerosas?
A gamificação, também conhecida como gamification, é uma forma de usar mecânicas comuns dos games em contextos do cotidiano. É uma alternativa que muitos pais encontraram para estimular as crianças a cumprirem com as suas pequenas responsabilidades, de forma mais lúdica e divertida. A equipe do Playdea resolveu explicar nesse post os principais benefícios de se utilizar a gamificação para incentivar seus filhos nessas tarefas, trazendo também alguns exemplos práticos. Confira!
Como criar um game?
Na prática, a gamificação funciona como um programa fundamentado em recompensas, em que um conjunto de atividades garante pontos para quem participa. É como criar um ambiente baseado em um jogo de videogame, em que cada fase apresentará novos desafios e prêmios. Uma das principais vantagens desse modelo é instigar duas características comuns do ser humano: a cooperação e a competitividade.
Aqui, fica a cargo da criatividade dos pais criar as regras do jogo, bem como seus objetivos e as recompensas. Que tal, por exemplo, pegar as notas das provas do seu filho e “fantasiá-las” como pontos, inclusive com recorde e um ranking das melhores? Muitos games prendem a atenção das crianças por estimularem a superação dos próprios limites, fazendo com que você seja o seu próprio adversário.
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Prêmios e troféus
A premiação pode variar de acordo com cada atividade praticada, mas é importante que a pontuação seja computada e possa ser acompanhada pela criança, mostrando a sua evolução no game. Faça uma lista dos prêmios que ela pode resgatar com os pontos acumulados, colocando os itens em ordem crescente, que pode ir desde uma sobremesa até a mesada no final de semana. Assim, ela fica livre pra escolher se vai ou não acumular os pontos e como vai usá-los.
Outra maneira para estimular a participação é a criação de medalhas e badges, caso recordes sejam quebrados ou se a criança tiver muitas conquistas. Por exemplo, se ela tirar boas notas de forma consecutiva em alguma matéria, passará a ser classificada como “mestre”, conseguindo algumas recompensas após concluir esse nível. Para que não pare nessa etapa, crie outras categorias, como “especialista”, “doutor” e por aí vai. O mais importante é sempre instigar e criar um novo obstáculo a ser superado.
Em resumo, a gamificação é uma poderosa aliada para os pais, mas, claro, deve ser pensada de acordo com os valores e costumes familiares. É importante frisar que essa é uma forma bastante divertida para que seus filhos se sintam estimulados e pode servir até mesmo para unir toda família. É um modelo que vale a pena ser testado.
As Redes Sociais Como Ferramentas Didáticas Virtuais de Interação e Ensino
Arlindo Fernando
Paiva de Carvalho Junior
Professor pesquisador (Instituto Benjamin Constant); professor do curso
de Licenciatura em Pedagogia da (UniRio/Cederj/UAB)
As tecnologias da informação e comunicação e a internet são realidades
no cotidiano de um grande número de brasileiros. O mundo virtual e as
tecnologias que propiciam a navegação no ciberespaço promovem um novo estilo de
vida e interação que já fazem parte da cultura das gerações mais recentes e
conquista a cada momento um novo usuário.
As redes sociais (RS) para os adultos de hoje, recém-saídos da
adolescência, são como a televisão e o rádio para adultos formados em outras
épocas. Podemos entendê-las como sendo a evolução da comunicação de uma
sociedade capitalista, em que os cidadãos não têm tempo de se encontrar e
interagir fisicamente. E por que não utilizar tais ferramentas de comunicação
para fins didáticos, se a grande maioria de alunos já possui cadastros nas
redes sociais e são ambientados nas tais ferramentas que vieram para ficar e
modificar nossos hábitos e cultura?
Segundo Gonzalez (2005, p. 80), “um caminho e uma alternativa
encontrados pelo tutor em EAD para consecução de sua missão educativa é a
sedução pedagógica”. E por que não seduzir os alunos com uma ferramenta que já
faz parte de seu cotidiano e é bem aceita pelos mesmos?
O mundo evoluiu e todas as suas dimensões acompanham a evolução. Cabe a
nós professores entender as novas perspectivas e as mudanças ocorridas para
sabermos lidar com o “novo”, caminhando junto à modernização do mundo e suas
dimensões, buscando aprender, manusear as novas ferramentas e tecnologias,
socializar-nos e dominar tais ferramentas de comunicação levando as mudanças e
novidades tecnológicas do mundo para a área educacional, inserindo e orientando
os alunos na utilização de tais ferramentas e utilizando-as a favor do ensino.
Gonzalez (2005) afirma que o profissional que realiza a mediação pedagógica
tem, “dentre outras qualidades, facilidade de comunicação, dinamismo,
criatividade, liderança e iniciativa para realizar com eficácia o trabalho de
facilitador junto ao grupo de alunos sob sua tutoria” (GONZALEZ, 2005, p. 81).
As redes sociais
são ambientes virtuais que possibilitam trocas e interações entre pessoas.
Possibilitam as relações sociais virtuais entre quaisquer pessoas conectadas à
rede. Podem ser utilizadas para diferentes fins, como o lazer a e educação
formal. Podemos pensá-las como clubes virtuais, onde jovens e adultos se
encontram virtualmente para construir diferentes tipos de relações sociais.
Nesse sentido, vejamos possibilidades de utilização das RS como apoio e
complemento ao ensino.
O Facebook a favor
do ensino
O Facebook é uma RS que promove grande número de relacionamentos
virtuais. Possui funções que podem auxiliar bastante o ensino. O professor pode
criar um grupo de estudo sobre sua disciplina na rede social e convidar os
alunos e os demais membros da equipe pedagógica para participar, tirando dúvidas
e aprofundando as discussões a respeito dos temas abordados. É interessante
ressaltar que todas as ações pedagógicas devem ser planejadas e discutidas em
conjunto com os membros que participam do processo de ensino-aprendizagem.
Logo, faz-se necessária a conscientização e discussão com os alunos e a
comunidade escolar sobre o uso das redes virtuais como complementação do
ensino.
Algumas RS podem exigir maioridade ou limitar a faixa etária do usuário.
O Facebook, em sua declaração de direitos e responsabilidades, entre as várias
orientações, solicita que o usuário ao se cadastrar não forneça qualquer
informação pessoal falsa e diz que se o usuário for menor de 13 anos não deve
usar o Facebook. Apesar de a legislação brasileira não abordar a entrada e cadastro
de menores de idade nas RS, como já existe em outros países, é interessante que
nós, professores, tenhamos o cuidado de respeitar as normas dos AVAs. Para
isso, é importante que o professor conheça não só como manusear as ferramentas
do AVA escolhido, mas que tenha plenos conhecimentos sobre sua política de uso.
O professor deve escolher o ambiente virtual adequado à sua turma. O próprio
Facebook, citado como exemplo, apresenta dicas aos professores e incentiva o
seu uso como auxílio pedagógico. Segundo Mattar (2012), em 2011 o Facebook
lançou várias orientações e recursos para educadores, com o Facebook for
Educator. Como é citado por Phillips, Baird e Fogg (2011, apud Mattar, 2012, p. 93), “É possível baixar o guia Facebook for
Educators”.
Dentro das possibilidades de redes sociais como o Facebook, por exemplo,
o professor pode:
- postar
fotos, textos e reportagens de determinado tema desenvolvido em aula, como
a realidade profissional de algumas modalidades esportivas visando sempre
ao debate e aprofundamento do estudo;
- Convidar
pessoas (alunos, professores, profissionais renomados) de fora da
instituição para participar do debate e estudo, promovendo intercâmbio
entre os estudantes e enriquecendo a aprendizagem;
- Utilizar
o perfil de cada aluno para conhecer sua realidade, sua história de vida,
o que daria ao professor subsídios para promover uma aprendizagem
significativa;
- Organizar
os fóruns (tópicos) do grupo criado, facilitando a interação, promovendo
debates e discussões que enriquecem a formação do aluno e desenvolvendo
todas as dimensões do conteúdo/conhecimento com os alunos;
- Eleger
alunos representantes de turma que poderiam ser moderadores do grupo,
ajudando na eliminação de dúvidas, aprofundamento do estudo, debates,
reflexões etc.;
- Divulgar
eventos esportivos e culturais, dicas e orientações de estudo, de
atividades físicas e de atividades de lazer.
Cabe salientar que a RS é um ambiente de aprendizagem virtual (AVA)
informal. Muitas instituições que desenvolvem cursos na modalidade Educação a
Distância possuem AVAs formais, com plataformas virtuais abertas apenas para
alunos e professores da instituição. A RS é um AVA informal de livre acesso,
que pode ser utilizado para o aprendizado formal. No AVA o professor pode
trabalhar com grupos de discussão e chats, ferramentas que
considero indispensáveis na interação e aprendizagem virtual. Nesse caso, o professor
pode utilizar as RS para promover tais fóruns auxiliando os alunos no processo
de aprendizagem.
A interação nas RS conta com ferramentas de comunicação síncrona (que
ocorre em tempo real, quando, por exemplo, pessoas conversam por
bate-papo, chat ou
videoconferência) e assíncrona (que ocorre com espaço de tempo, quando alunos
postam mensagens em um fórum de discussão no decorrer de uma semana, como nos
grupos de discussão).
Seja qual for o campo de atuação do professor, ele sempre poderá
enriquecer sua prática com ferramentas de interação como as RS e muitas outras,
que não se esgotam no exemplo dado. Para isso é necessário que o professor
tenha formação para tal e condições de trabalho que viabilizem a implementação
de propostas virtuais. O professor deve ter atitudes positivas, enxergando as
possibilidades que as TIC propiciam, como alternativas de extensão do horário
de aula e de estudos, em que os alunos continuam conectados, debatendo os temas
abordados e aprofundando os estudos mesmo em seu tempo livre. Disciplinas
escolares como Educação Física, Artes e Inglês, nas quais em muitos casos os
professores dispõem de apenas dois tempos de aula semanais para construção do
conhecimento e desenvolvimento da disciplina com os alunos, podem ser estendidas
virtualmente dando mais tempo ao professor e aos alunos para dialogarem, se
conhecerem, criarem laços afetivos que possibilitem uma aprendizagem mais
significativa, contribuindo para maior qualidade no desenvolvimento do processo
de ensino-aprendizagem.
São várias as possibilidades de enriquecer o ensino por meio das redes
sociais, porém, como diz Belloni (2009, p. 60), “a eficácia do uso destas TIC
vai depender, portanto, muito mais da concepção de cursos e estratégias do que
das características e potencialidades técnicas dessas ferramentas”. Portanto,
cabe ao professor fazer bom uso das mesmas, utilizando-as como possibilidades
didáticas, enriquecendo sua prática docente.
Referências
GONZALEZ, Mathias. Fundamentos da tutoria em Educação
a Distância. São Paulo: Avercamp, 2005.
BELLONI, Maria Luiza. Educação a
Distância. São Paulo: Autores Associados, 2009.
MATTAR, João. Tutoria e interação em Educação a
Distância. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
Publicado em 18 de novembro de
2014
Disponível em: http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/artigos/as-redes-sociais-como-ferramentas-didaticas-virtuais-de-interacao-e-ensino
5 tipos de jogos que estimularão o raciocínio lógico dos seus alunos
Os jogos são ferramentas poderosas no processo de ensino-aprendizagem, pois melhoram a autoconfiança dos alunos, aumentam a motivação, contribuem para a disciplina e ainda ajudam a desenvolver o raciocínio lógico. Vale dizer que existe uma infinidade de jogos que permitem que as crianças e adolescentes pensem de forma rápida e coerente para solucionar problemas e superar desafios. Quer conhecê-los? Confira o nosso artigo e veja como esses jogos podem ajudar seus alunos!
1. Jogos de tabuleiro
Nem todos os jogos de tabuleiro estimulam o raciocínio lógico, mas a maioria deles tem essa faceta. O Xadrez e a Dama, por exemplo, são jogos clássicos que, de fato, fazem as pessoas pensarem antes de executarem as jogadas.
Ambos possuem natureza recreativa e competitiva, mas a vertente educativa é tão forte, que muitas escolas já incluem esse tipo de jogo em suas disciplinas formais. Vale destacar que tanto o Xadrez quanto a Dama potencializam as funções cognitivas do educando, aumentando consideravelmente a inteligência lógica e a capacidade de resolver problemas. Podem ser incluídos na lista dos bons jogos de tabuleiro, o popular Resta Um, o Ludo, o Academia e até mesmo o War.
2. Sudoku: o jogo do raciocínio lógico-matemático
No mercado existem vários jogos que estimulam o raciocínio lógico-matemático, mas nenhum deles é tão famoso quanto o Sudoku. Ele é essencialmente um jogo de lógica, no qual é preciso criar e aplicar estratégias para completar os números que faltam em uma tabela 9×9.
Esse jogo é muito interessante para treinar o cérebro e ensinar o aluno a respeitar regras, além de ser uma boa alternativa para fazer com que as crianças se familiarizem com os números. Vale destacar que há o Sudoku impresso, em forma de tabuleiro, Sudoku online, etc.
3. Árcade: jogos de estratégia
Alguns jogos árcade também possuem a vertente lógica, especialmente quando é necessário criar estratégias para passar de fase. Os jogos tipo árcade apresentam uma evolução linear, mas não por isso menos desafiadora! Esses games são envolventes e em muitos casos é necessário pensar rápido para não perder o jogo.
4. Puzzle, os clássicos quebra-cabeças
Por serem ideais para desafiar as crianças e fazê-las pensar, os jogos puzzle acabam sendo muito frequentes no contexto educacional. O puzzle é um tipo de jogo de raciocínio que exige bastante concentração e foco por parte do jogador. É nessa categoria de jogo que estão os tradicionais quebra-cabeças.
5. Jogos online
Há uma série de jogos na internet inspirados nas categorias mencionadas acima. É possível encontrar dama, xadrez, quebra-cabeças e muito mais na rede. Além disso, existem inúmeros jogos virtuais educativos, bem como, plataformas gamificadas projetadas para atender diferentes faixas-etárias.
Online ou físico, o que importa mesmo é que o jogo pode enriquecer a experiência do aluno, estimular o raciocínio das crianças e adolescentes, promover a socialização e contribuir ativamente para um ensino-aprendizado lúdico e eficiente. Aposte neles!
Disponível em: http://blog.playdea.com.br/5-tipos-de-jogos-que-estimularao-o-raciocinio-logico-dos-seus-alunos/
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